DESCRIÇÃO

 

Esta foi a nossa estreia na Serra do Barroso, conjunto montanhoso situado nos limites do Minho, verdejante e o sempre agreste Trás-os-Montes.

Começamos o nosso percurso numa aldeia situada na margem da Albufeira do Alto Rabagão, também conhecida por Barragem dos Pisões. Esta aldeia, Vilarinho de Negrões, tem a particularidade de o nível das águas, resultante do enchimento da barragem, circundar o limite do casario, formando assim uma minúscula e arredondada península, que proporciona um enquadramento de belo efeito.. (Ver foto no nosso álbum).

A subida da encosta norte da serra é feita com relativa facilidade, não apresentando dificuldades de maior, proporcionando deste modo o desfrute de um cenário impar, com relevo nesta altura do ano, para o frenesim das aves. É um autêntico santuário dado a quantidade e diversidade das espécies. Relevo também para a "sinfonia de tonalidades da vegetação, onde se destacam o magenta da urge e o amarelo da giesta em flor.

Ao fim das duas primeiras horas de caminhada estávamos já no seu ponto mais alto, nos chamados "Cornos do Barroso", singular morfologia do terreno, com dois coutos que em determinadas perspectivas se assemelham às hastes de um bovino de raça autóctone da região. Do alto do marco geodésico implantado no topo de um dos coutos, o do Corvo a 1217 m, tem-se uma visão espectacular. Em  redor, podemos ver alguns pontos já nossos conhecidos: O Larouco, O Gerês, A Cabreira e lá longe O Marão. Optamos por não subir ao segundo couto, o Sudro, pois devida à sua proximidade a panorâmica seria igual. Assim rumamos ás Alturas do Barroso, outra aldeia perdida lá no alto, esta, bem maior que a aquela de onde partimos para este nosso passeio.

Às portas desta povoação subimos à capela de Sta Madalena, para termos uma visão mais ampla do casario, tipicamente serrano, com as suas casas feitas em granito, salpicadas aqui e ali por umas quantas mais modernas a fugir à traça dominante.

De regresso ao nosso ponte de partida, foi o continuar do deleite de paisagens bucólicas fazendo esquecer, que estávamos num local em que a dureza do clima é bem retratada pela expressão popular "Aqui, durante um ano, vive-se 9 meses de inverno e 3 de inferno".

No final foram 15 km de um passeio inesquecível. Valeu a pena...

     

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