DESCRIÇÃO
Novamente em território do Parque Nacional Peneda Gerês, numa manhã de muito frio, a fazer esquecer que já estamos em plena Primavera, partimos à descoberta de mais um emblemático ponto da Serra do Gerês, o Borrageiro, que com os seus1430 m, coloca-o como um dos mais altos pontos desta espectacular serra nortenha.
Partindo da Portela de Leonte, iniciamos a subida pelo pequeno carreiro que dá acesso ao Mourô, o primeiro dos prados que iríamos passar nesta caminhada. À medida que lentamente subíamos a imponente montanha, dávamos conta do quanto agreste e espectacular são as paisagens que diante de nossos olhos se apresentavam. Enormes maciços graníticos de formas díspares, despertavam a imaginação na comparação com imagens que nos são familiares. Continuando a subida, e tentando seguir o pequeno e pouco perceptível caminho, lá fomos seguindo a orientação do GPS e das inúmeras mariolas existentes, que dada a sua perfusão, por vezes confundem, levando a que se tome rumos diferentes daquele que se pretende.
Eis-nos chegados à Chã da Fonte, local onde decidimos “atacar” o nosso ponto de referência, o cume do Borrageiro. O vento gélido ia-se intensificando à medida que nos aproximávamos do objectivo. Sempre a subir, atingimos o marco geodésico, semi destruído, 2horas e 15 minutos depois de termos saído de Leonte. Cenário deslumbrante, aquele que se desfrutou, lá do alto, apagando o incómodo do frio intenso. A nossa vista alcançava locais distantes como Braga e Barcelos, para além da Cabreira, Serra Amarela e Serra de Sta Eufémia. Ficamos ali o tempo suficiente para a habitual “foto de família” e o digerir umas peças de fruta para compor os estômagos e dar alento para continuar a odisseia.
Tomamos a direcção da Lomba do Pau, passando por Lama de Borrageiras, a caminho do Conho, onde encontramos mais um prado com a sua cabana de pastores, devidamente apetrechada, para uma estadia de emergência. Daqui podemos observar imponentes vistas sobre as Fichinhas e as Sombrosas com os suas impressionantes gargantas e vales apertados. Continuamos na direcção do Curral da Pedra e depois os míticos Prados da Messe, oásis verdes num “oceano” de pedras e penhascos. Uma nova pausa para uma refeição ligeira e tempo para travar “dois dedos” de conversa com grupo de outros caminheiros, que encontramos, naqueles prados. Subindo o Lombo do Burro, partimos em direcção ao último dos prados, com o nome de Prados Coveiros. Passados estes recantos de pastagens, dirigimo-nos à íngreme encosta denominada Costa da Sabrosa, onde encetamos uma sinuosa e inclinada descida, que se tornou tão difícil de transpor como se de subida se tratasse, até atingirmos muito lá em baixo, a Mata da Albergaria. Os últimos 3 Kms até Leonte, foram feitos na estrada que liga a Vila do Gerês à fronteira da Portela do Homem, e já a pensar na habitual refeição que nos esperava.
No final, contamos cerca de 15 Kms e 7 horas de intensa satisfação, e uma caminhada, que sem sombra para duvidas, terá sido das melhores que fizemos até ao presente
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