Água…água…e mais
água, foi o que S.Pedro nos reservou para o dia em que decidimos
conhecer o percurso pedestre denominado Rota do Maroiço, no
concelho de Fafe. Este percurso estende-se ao longo de 21 Kms e
tem o seu início e final junto ao dique da Barragem da
Queimadela. Utiliza na sua esmagadora maioria caminhos rurais
que outrora serviram de acesso às populações daquela zona do
Minho, para cuidarem dos seus terrenos e deles tirarem o seu
sustento. Hoje muitos desses caminhos estão totalmente
despojados dessa utilidade, e a par de muitas habitações em
ruínas ou desabitadas que se encontram aqui e ali, pondo a
descoberto o problema da desertificação (humana) com o qual se
debatem as zonas mais agrestes e interiores do nosso País.
Pode-se encontrar
neste percurso paisagens de cenários muito díspares, que vão
desde as mais agrestes, mas de vistas deslumbrantes, que se
desfrutam dos pontos mais altos, Maroiço e Lage Branca, sobre o
vale do Rio Ave, até aos idílicos recantos nas margens do Rio
Vizela e da pequena albufeira que entretanto se formou com a
construção da Barragem. Encontramos zonas de vegetação
exuberante e densa donde se destacam o Carvalho Alvarinho e o
Castanheiro em contraste com zonas de mato agreste e prados
verdejantes. Pena foi que a chuva, por vezes diluviana, que caiu
incessantemente, não tivesse permitido usufruir devidamente do
"gozo" que este excelente percurso proporciona.
Percurso extenso que nos mostra pequenas
aldeias, como Monte, Casal de Estime, Luílhas e Queimadela onde
nos cruzamos com pessoas simpáticas e amáveis, sempre prontas a
responder a um cumprimento ou dar uma dica. E onde podem
acontecer agradáveis surpresas. Foi o caso da aldeia de Monte
onde descobrimos, graças ao desdobrável do promotor do trilho,
um local que, habitualmente serve uns petiscos, e onde fomos
"brindados" com uma suculenta refeição, de fazer inveja a
muitos, ditos, bons restaurantes da cidade.
Aqui fica a nossa referência,"Zecas" de seu
nome na aldeia do Monte.
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