DESCRIÇÃO

 

Nova incursão pela nossa serra preferida. Não há palavras para descrever o grandioso cenário natural que nos é presenteado naquela zona da serra do Gerês. Sentimo-nos pequenos, tão pequenos diante de tão magnífico palco.
      Vales profundos, picos altivos encadeados de tal maneira que só podem ter sido esculpidos por forças ocultas ou deuses majestosos.
      Mas ali está ela, sempre disposta a receber aqueles mais destemidos e resistentes e que por essa resistência conseguem visitar as suas entranhas, porque as dificuldades por vezes, são tantas, que só quem gosta mesmo, só quem admira mesmo, consegue vencê-las e voltar, voltar sempre.
      O dia esse, esteve simplesmente espectacular. Seco, claro e com temperaturas amenas, mesmo ideais para caminhar.
     Começamos o nosso percurso na aldeia de Fafião seguindo por caminhos largos de terra batida e logo no início somos presenteados por paisagens deslumbrantes sobre o leito do rio com o mesmo nome. Passamos dos caminhos largos aos caminhos de pé posto que estão perfeitamente visíveis, quer sejam pelas marcas no solo, quer pelas mariolas, deixadas por anteriores caminheiros. Estes caminhos vão serpenteando as encostas sempre com vista para o rio que, lá no fundo, corre lento e pequeno, para esta altura do ano. Umas vezes sobe-se como quem toca no céu. Outras desce-se por vales de vegetação luxuriante e águas cristalinas, mas sempre com majestosas perspectivas de horizonte, quer do lado da serra da Cabreira a sudeste, quer das serranias do Gerês, com os picos da Rocalva espreitando. Simplesmente deslumbrante. Apesar de ter sido um trilho de ida e volta proporcionou-nos adrenalina q. b. e uma perspectiva da serra que ainda não conhecíamos.
     Valeu a pena!  

Para acabar o dia de tanta novidade fomos presenteados com um espectacular arroz de frango de cabidela, à moda da Ucrânia, logo ali na aldeia de Fafião. Que melhor maneira teríamos para encerrar mais um dia de sã convivência?      

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