Padroso e Sendim, pequenas aldeias transmontanas do concelho de Montalegre, situadas paredes meias com a linha de fronteira que divide Portugal e Espanha. Ali onde o frio é mesmo frio foi os palcos que escolhemos para a nossa última caminhada do ano 2009.
Bem cedo pusemo-nos ao caminho na esperança de fazermos a nossa 1ª caminhada da temporada na neve. Mas, há medida que avançamos no caminho, as perspectivas de concretização desse objectivo tornaram-se mais diminutas, dado que mesmo os picos mais altos da Serra do Gerês apresentavam com poucos vestígios, apesar de dias antes ter nevado intensamente.
Chegados a Padroso, local escolhido para o início da caminhada, fomos “brindados” com um dia claro acompanhado de vento gélido e com uns salpicos aqui ou ali de neve, quase transformada em gelo. Feitos os registos fotográficos habituais de início de caminhada, as chamadas “foto de família”, lá fomos montanha acima, à descoberta dos trilhos que nos haviam de levar até Sendim.
Ora subindo, ora descendo ao longo do percurso, fomos vencendo as diversas dificuldades que se nos deparavam, no Cabeço de Lamas atingimos os 1279 m e mesmo a chegar a Sendim fomos ao pico do monte, com o mesmo nome e que serve de referência à linha de fronteira com o país vizinho. De onde, diga-se se desfruta uma paisagem soberba.
De regresso a Padroso, utilizamos velhos caminhos rurais, alguns deles cuja conservação há muito foi abandonada, tornando difícil por vezes a progressão.
No final de 5 horas e meia tínhamos percorrido cerca de 15 Kms nesta que foi mais uma jornada caminheira, selada com o tradicional convívio à volta da mesa num restaurante em Montalegre.
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