Descrição do percurso
Munidos do equipamento habitual, bem cedo partimos rumo ao destino que há 2 semanas atrás tinha ficado acordado entre todos. Isto é, havia que “conquistar” a montanha do Cabeço Alto que se ergue fronteiro à Serra do Larouco. Havia várias formas de lá chegar, escolhemos aquela que partindo de Tourem e entrando em território galego dá acesso a mais esta imponente montanha com os seus 1.400 mt de altitude. Feliz coincidência o facto de termos feito o percurso, entre a passagem de 2 superfícies frontais frias, o que nos proporcionou um tempo agradável para a pratica deste desporto. Sem chuva, com um pouco de sol à mistura e uma temperatura não muito baixa. Enfim agradável. Lá fomos na companhia de mais um convidado, o Carlos Peixoto, que esperamos tenha gostado da “experiência” e volte mais vezes.
A simpática aldeia raiana de Tourem, fica no extremo norte do nosso país, tem vários motivos de interesse entre os quais destacamos o Forno Comunitário, a igreja matriz com a sua sucessão curiosa de cruzeiros e a reconstrução das suas casas que de uma forma mais ou menos harmoniosa, a distinguem claramente do outro “pueblo” vizinho, Ranguin, já em Espanha. Aqui, a reconstrução de prédios mais degradados faz-se de uma maneira estranha e pouco ordenada, denotando de algum modo, pouco interesse pela preservação dos factores culturais. A confirma-lo está o facto de uma construção similar ao Forno comunitário de Tourem, estar completamente ao abandono, servindo de apoio a uma outra construção que lhe é contigua e que nada tem a ver com as suas características. Enfim…Pelo menos nisso, pensamos que o nosso país está bem mais adiantado. Cá não são permitidos os “atentados” ao património que vimos do lado espanhol. Passada, esta aldeia Galega, lá rumamos ao nosso destino utilizando caminhos e veredas galegas num ambiente muito belo, proporcionando um passeio agradável, que tem o seu ponto mais alto, no já referido Cabeço Alto. Neste local foi recentemente montado um parque eólico, que apesar de todos os benefícios, que os tem, é extremamente inestético. Aquela natureza que tanto procuramos com muito pouca intervenção humana não está lá, mas o MG está à espera de quem o queira atingir. Foi isso que fizemos. Após as fotografias da praxe que imortalizaram o feito, quase uma ida pela volta, iniciamos o regresso. Este foi feito seguindo os marcos fronteiriços até encontrar o caminho que nos leva até Vilarinho e dai até Tourem, novamente, o nosso ponto de partida, onde nos esperavam as já tradicionais costeletas de vitela na Adega do Malhado. Desta vez comidas um pouco apressadamente, já que nos acompanhou um fervoroso adepto de um clube lisboeta, que nesse dia realizava uma partida num estádio algures no norte, e que não queria chegar atrasado ao estádio.
No final contamos cerca de 23 kms, um pouco extenso, é certo, mas que proporcionou mais uma boa caminhada, um pouco menos divertida que as anteriores, pois para isso contribuiu a falta dos habituais companheiros Resende e Silva, este, abraços com uma indisposição, e a quem desejamos uma rápida recuperação.
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