DESCRIÇÃO
À segunda foi de vez, cumprimos o trilho da Fraga das Pastorinhas. Ainda bem que não o completamos da primeira vez, pois não teríamos, dadas as condições atmosféricas, ficado com nem um décimo daquilo que a natureza ali tem para nos presentear. Não há duvida que valeu bem a pena a deslocação que é necessário fazer para chegar ao inicio do trilho.
Com um dia cheio de sol, não muito radioso é certo, mas quente que às vezes nas zonas mais expostas aos ventos frios, temperava. O trilho inicia-se com uma valente subida que nos coloca muito perto do ponto mais alto do trajecto, 1140 metros e de onde se vislumbra uma bonita paisagem com as serras do Soajo e da Peneda logo ali bem “juntinhos” separados somente pelo profundo vale do rio da Peneda. Sempre seguindo os trilhos dos animais saltando, rodeando, subindo descendo gigantescos monólitos, fomo-nos aproximando do “fim do mundo” !!
Aí chegados o chão acaba e um precipício assustador de vários metros quase a prumo surge à nossa frente. Lá bem ao fundo de um lado e de outro deste penhasco correm imperturbáveis; O ribeiro da Peneda e o rio Castro Laboreiro, que desaguam os dois na albufeira do Lindoso. Um e outro vale parecem gigantescos, vistos daquela perspectiva. Do lado direito o vale do ribeiro da Peneda com o alto da Pedrada altaneiro acompanhado pelos picos da Serra da Peneda não menos majestosos. Nas suas encostas pequenas aldeias quais presépios desenhadas nos socalcos íngremes: Tibo,Rouças, S. Bento de Cando e Gavieira com as suas brandas, são algumas das que vislumbram deste lado. Do lado oposto os nuetros hermanos da aldeia de Olelas na encosta de uma bem alta elevação. Paisagem deslumbrante, já nossa conhecida, mas com uma perspectiva totalmente nova.
O regresso fizemo-lo pela parte mais interior em relação ao vale da Peneda. Com a paisagem menos espectacular mas sempre por entre superfícies rochosas e íngremes com as mais fantásticas formas e volumes criando um ambiente incrivelmente agreste.
De saudar nesta caminhada as primeiras presenças femininas. As manas Vilaça, que acompanhadas do jovem André nos deram o prazer das suas companhias nesta bem bonita caminhada e não fora uma arreliadora entorse e tudo teria corrido magnificamente também para elas. Disso nos deram conta durante o repasto final em Castro Laboreiro que, como de costume, encerra as nossas deambulações.
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