DESCRIÇÃO

 

Com os “cotas” ausentes, quiçá por causa da chuva? Hum! É preferível o aconchego dos chinelos, o sofá da sala e o quente das lareiras, aos caminhos enlameados e as calças molhadas. Opções. Mas, apesar de o S. Pedro, como de costume, reservar a chuva sempre para os dias em que nos propomos levar a cabo uma caminhada, quatro aventureiros trocaram os aconchegos, atrás descritos, para ir conhecer uns, revisitar outros, o vale do rio Teixeira.
Em boa hora o fizemos apesar de ser um trajecto incrivelmente fácil próprio para quem se inicia nestas andanças. É que apesar da chuva e do nevoeiro, que praticamente nos acompanhou sempre, deu para perceber como bonita é aquela zona da serra. Tão bonita que nos aguçou os apetites para voltarmos mais vezes provavelmente para iniciativas mais arrojadas do que esta que nos foi proposta.
Iniciamos a nossa caminhada na cascata do Arado ponto emblemático da Serra em direcção à Pedra Bela aí em direcção ao Varejeiro e daí sempre a subir até ao vale da Teixeira onde numa cabana bem “acolhedora”, para a sua situação, comemos uns apetitosos rissóis e descansamos da chuva persistente.
Depois, sempre junto ao leito do rio Teixeira, fomos descendo até completar o laço do nosso percurso. Não sem antes depararmos com uma parede majestosa que compõe o monólito por onde o dito rio serpenteia e que culmina a sua grandiosidade na cascata sobejamente conhecida e destino turístico, quase obrigatório, por quem demanda estas paragens quer de verão quer de inverno. 
 Quatro horas e meia após estávamos no fim do nosso percurso já quase secos, pois já a algum tempo que tinha deixado de chover e a pensar onde iríamos conviver num apetitoso repasto. E depressa decidimos que seria já ali na Ermida. Local saudoso de tempos idos e boas recordações de apetitosos bolachos e outras carnes de porco acabadinho de matar. Mas assim não foi. E para variar lá foi mais uma costela bem grelhada.
No fim. A sensação estranha de regressar parecendo que ainda estávamos na ida. Tal foi a facilidade e rapidez com que tudo se passou. Que só se compreende pela facilidade do percurso e a agradável companhia.

 

     

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